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25 May, 2012

Sabujos. Em forma de gente…




[Imagem: 'Web']



[…] Relvas ameaçou divulgar na Internet que a jornalista do Público vive com um homem de um partido da oposição […]

[…] O esclarecimento, assinado pela Direcção Editorial do jornal, reitera as pressões do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares e reconstitui a ordem dos acontecimentos. Além disso, o jornal também publica as duas notícias da jornalista Maria José Oliveira sobre as incongruências da audição do ministro no Parlamento […]



25 April, 2012

O manguito* dos capitães…



* Assunto que a maioria da imprensa lusa evitou hoje de forma vergonhosa, mas muito conveniente para o 'Gang do Pote'. Ainda bem que os Espanhóis o lembraram.




[Imagem: 'Web']



[…] Los capitanes portugueses de la Revolución de los Claveles, los militares que devolvieron la libertad a Portugal un 25 de Abril hoy hace exactamente 38 años, no han participado esta mañana, en señal de protesta por la deriva política del país, en la conmemoración oficial que se celebra cada año en la Asamblea de la República […]

[No 'El País']



[…] O antigo Presidente da República Ramalho Eanes considerou esta quarta-feira a ausência da Associação 25 de Abril da sessão solene no Parlamento "perfeitamente razoável" […]



23 February, 2012

De qualquer merda se faz um ministro*



*E depois dá no que dá, quando a tal se promove um reles cobrador de impostos. Pelo que por cá se viu, e se tem visto de sobra noutras ocasiões, para além de ignorante em matéria de Saúde, a imbecilidade é esquiva e cobarde. Para além de demonstrar um conceito muito especial do que é a liberdade de imprensa e o direito à informação… Estamos conversados!




[Imagem: 'Web']



[…] o ministro da Saúde acabou por fugir com o rabo à seringa. Mostrando ignorância nalgumas matérias, Paulo Macedo deixou entender que não há mais meios para a região e esquivou-se a tirar dúvidas como a do helicóptero do INEM ou a esclarecer a questão do transporte de doentes […]

[…] fez ainda uma visita ao hospital de Bragança, para a qual os jornalistas estavam convidados mas de onde acabaram expulsos por um dos assessores de Paulo Macedo […]



27 January, 2012

Espinhas e enxovalhos








[…] A primeira vergonha começou com a emissão, a partir de Luanda, de um Prós e Contras rebaptizado como Reencontro. Quando conheci o objectivo da produção luandense coreografada por Fátima Campos Ferreira temi o pior - quando assisti à emissão, o pior foi ainda pior. Não fiquei apenas pessoalmente incomodado, senti que a democracia portuguesa saía dali enxovalhada […]

[…] Pedro Rosa Mendes, um profundo conhecedor de Angola, foi magistral na sua crítica àquela vergonha. "O serviço público de televisão tem estômago para muito, alguns dirão que tem estômago para tudo, mas o "reencontro" a que assistimos foi um dos mais nauseantes e grosseiros exercícios de propaganda e mistificação a que alguma vez assisti", disse na sua crónica semanal. "A nossa televisão foi a Luanda socializar com os apparatchiks do regime", prosseguiu, antes de retratar impiedosamente o regime de Eduardo dos Santos e de criticar a "subserviência" da emissão da RTP. É uma crónica que merece ser ouvida. É um texto que nos reconcilia com o jornalismo quando exercido de espinha direita […]

[…] quem, na RTP, deu a cara pelo fim da série de crónicas Este Tempo, que incluía a contribuição de Pedro Rosa Mendes, não foi a administração, pois esta sacudiu rapidamente a água do capote. A direcção de informação da Antena 1 também não se ouviu. Quem apareceu foi um velho conhecido: Luís Marinho, antigo director de informação da RDP, depois director de informação da RTP, depois administrador, agora "director-geral de conteúdos" […]

[…] O que se passou por estes dias comprova - como se tal ainda fosse necessário - que o nosso serviço público de rádio e televisão continua fiel às lógicas de submissão aos poderes do momento, um comportamento que sempre teve, com excepção de raríssimos períodos […]

[José Manuel Fernandes, no 'Público']


24 January, 2012

Tempo de palhaços. E de censura!




[Imagem: 'Web']



[…] Uma crónica crítica em relação a Angola, do jornalista Pedro Rosa Mendes, terá levado a RDP a acabar com o espaço de opinião "Este Tempo", da Antena 1 […]

[…] “Foi-me dito que a próxima seria a última porque a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola”, diz o jornalista […]

[…] Na polémica crónica, Rosa Mendes começa por recordar que a RTP “serviu aos portugueses” uma emissão especial em directo de Luanda e à qual chamou “Reencontro” e “na qual desfilaram, durante duas horas, responsáveis políticos, empresários, comentadores de Portugal e de Angola, entre alguns palhaços ricos e figuras grotescas do folclore local”. “O serviço público de televisão tem estômago para muito, alguns dirão que tem estômago para tudo, mas o reencontro a que assistimos desta vez foi um dos mais nauseantes e grosseiros exercícios de propaganda e mistificação a que alguma vez assisti”, continua. Carregando nas críticas, o jornalista afirma que reencontrou nessa emissão, não um país irmão, mas “a falta de vergonha de uma elite que sabe o poder que tem e o exibe em cada palavra que diz” […]

[No 'Público']


02 January, 2012

Jornalismo de merda




[Imagem: 'Web']



[…] Uma faca de cozinha. Foi este o utensílio usado por um homem de 62 anos para matar a sua ex-mulher após uma discussão, em Mirandela. O indivíduo foi detido e vai ficar em prisão preventiva […]

[No 'DN']



[…] O Tribunal de Carrazeda de Ansiães aplicou a medida de coacção mais grave ao homem de 64 anos que, na passada sexta-feira, tentou degolar a mulher na aldeia de Paradela, concelho de Mirandela […]

[No 'JN']


24 December, 2011

A rapariga do soutien azul



Sabe-se agora que rapariga [Mona Eltahawy, de seu nome] brutalmente agredida no Cairo e que ficou conhecida como 'a rapariga do soutien azul', é jornalista e colaboradora, entre outros, do jornal 'The Guardian'. Onde relata, ela própria, o sucedido. Arrepiante.




[Imagem: 'Guardian']



(…) I suffered a broken left arm and right hand. The Egyptian security forces' brutality is always ugly, often random and occasionally poetic. Initially, I assumed my experience was random, but a veteran human rights activist told me they knew exactly who I was and what they were doing to my writing arms when they sent riot police conscripts to that deserted shop. Bashar al-Assad's henchmen stomped on the hands of famed Syrian cartoonist Ali Farzat. Our dictators tailor wounds to suit their victims' occupations (…)

[No 'Guardian']


13 July, 2011

Este, é o gajo que tem uma lata do caraças...




[Imagem: 'Web']



(…) Ricardo Rodrigues, o deputado socialista que foi filmado a levar os gravadores de jornalistas da revista Sábado durante uma entrevista, vai mesmo ser julgado pelo crime de atentado à liberdade de imprensa (…)

[Publicado aqui, no 'DN']



(…) O deputado Ricardo Rodrigues afirmou hoje presumir-se inocente até à decisão do tribunal que vai julgá-lo pelo crime de atentado à liberdade de imprensa pelo furto de dois gravadores a jornalistas da revista Sábado (…)

[Publicado aqui, no 'DN']


23 June, 2011

O álbum anónimo de Franz Krieger




[Imagem: 'El País']



(…) Hace hoy siete décadas, el régimen nazi se lanzaba a la invasión de la Unión Soviética. Fue un momento crucial de la Segunda Guerra Mundial. Y parte de los estragos de esa campaña, conocida como la Operación Barbarroja, fue fotografiada en blanco y negro por el austríaco Franz Krieger (…)

(…) Krieger era un fotoperiodista de Salzburgo, que murió en 1993. Su álbum, de 24 páginas, recoge en 214 instantáneas a líderes del régimen nazi, prisioneros de guerra y víctimas judías. El dictador Adolf Hitler aparece en nueve de ellas, tomadas a muy poca distancia. Y el hecho de que estén todas juntas hace del libro un documento histórico de excepción (…)

[Publicado no 'El País']


15 June, 2011

Regresso à Censura…



Este é o artigo escrito pelo General Pezarat Correia, com o título "Paulo Portas Ministro?", cuja publicação, pelo que consta aqui, aqui e aqui, terá sido recusada pelo 'Diário de Notícias'. Não se conhecem as razões de tal atitude, mas dá para notar um forte cheiro a censura à boa maneira do Estado Novo. Porque isto não é coisa que se faça nos tempos que correm, de presumível liberdade, aqui fica publicado integralmente. Para que conste.




[Imagem: 'Web']



(…) Ana Gomes provocou uma tempestade mediática com as suas declarações sobre Paulo Portas. Considero muito Ana Gomes, uma mulher de causas, frontal, corajosa, diplomata com muito relevantes serviços prestados a Portugal e à Humanidade. Confesso que me escapa alguma da sua argumentação contra Paulo Portas e não alcanço a invocação do exemplo de Strauss-Kahn. Mas estou com ela na sua conclusão: Paulo Portas não deve ser ministro na República Portuguesa.

Partilho inteiramente a conclusão ainda que através de diferentes premissas. Paulo Portas, enquanto ministro da Defesa Nacional de anterior governo, mentiu deliberadamente aos portugueses sobre a existência de armas de destruição maciça no Iraque, que serviram de pretexto para a guerra de agressão anglo-americana desencadeada em 2003. Sublinho o deliberadamente porque, não há muito tempo, num frente-a-frente televisivo, salvo erro na SICNotícias, a deputada do CDS Teresa Caeiro mostrou-se muito ofendida por Alfredo Barroso se ter referido a este caso exactamente nesses termos. A verdade é que Paulo Portas, regressado de uma visita de Estado aos EUA, declarou à comunicação social que “vira provas insofismáveis da existência de armas de destruição maciça no Iraque” (cito de cor mas as palavras foram muito aproximadamente estas). Ele não afirmou que lhe tinham dito que essas provas existiam. Não. Garantiu que vira as provas. Ora, como as armas não existiam logo as provas também não, Portas mentiu deliberadamente. E mentiu com dolo, visto que a mentira visava justificar o envolvimento de Portugal naquela guerra perversa e que se traduziu num desastre estratégico.

A tese de que afinal Portas foi enganado não colhe. É a segunda mentira. Portas não foi enganado, enganou. Um político que usa assim, fraudulentamente, o seu cargo de Estado, não deve voltar a ser ministro.

Mas já não é a primeira vez que esgrimo argumentos pelo seu impedimento para funções ministeriais. Em 12 de Abril de 2002 publiquei um artigo no Diário de Notícias em que denunciava o insulto de Paulo Portas à Instituição Militar, quando classificou a morte em combate de Jonas Savimbi como um “assassinato”. Note-se que a UNITA assumiu claramente – e como tal fazendo o elogio do seu líder –, a sua morte em combate. Portas viria pouco depois dessas declarações a ser nomeado ministro e, por isso, escrevi naquele texto: «O que se estranha, porque é grave, é que o autor de tal disparate tenha sido, posteriormente, nomeado ministro da Defesa Nacional, que tutela as Forças Armadas. Para o actual ministro da Defesa Nacional, baixas em combate, de elementos combatentes, particularmente de chefes destacados, fardados e militarmente enquadrados, num cenário e teatro de guerra, em confronto com militares inimigos, também fardados e enquadrados, constituem assassinatos. Os militares portugueses sabem que, hoje, se forem enviados para cenários de guerra […] onde eventualmente se empenhem em acções que provoquem baixas, podem vir a ser considerados, pelo ministro de que dependem, como tendo participado em assassinatos. Os militares portugueses sabem que hoje, o ministro da tutela, considera as Forças Armadas uma instituição de assassinos potenciais».

Mantenho integralmente o que então escrevi. Um homem que, com tanta leviandade, mente e aborda assuntos fundamentais de Estado, carece de dimensão ética para ser ministro da República. Lamentavelmente já o foi uma vez. Se voltar a sê-lo, como cidadão sentir-me-ei ofendido. Como militar participante no 25 de Abril, acto fundador do regime democrático vigente, sentir-me-ei traído. (…)

[Publicado aqui]


04 May, 2011

Bem me pareceu...



(…) Descriptions of Bin Laden's hideout have also been prone to exaggeration . After Sunday night's dramatic raid by US Navy Seals, a senior Obama administration official told reporters that the property, an "extraordinarily unique compound" in an "affluent suburb", was valued at around $1m.

But two property professionals in Abbottabad – a quiet, military-dominated town – said that much of that was incorrect. Based on the size of the plot and the house, which was built in 2005, and using recent property sales as a guide, they estimated that it would fetch no more than $250,000 on the current market. (…)

(…) The assessment was backed by the local branch manager of a major Pakistani bank, who himself owns land in the same locality. "If it was worth that much, we would all be multi-millionaires round here," he said. (…)

[Publicado no 'Guardian']


03 May, 2011

Jornalismo de Merda



(…) Líder terrorista vivia numa casa milionária (…)

(…) As forças norte-americanas foram levadas para o edifício de três andares, tipo fortaleza (…)

(…) o edifício em causa era seis vezes maior do que as casas da zona (…)

(…) a propriedade está avaliada em aproximadamente um milhão de dólares (…)

[Publicado no 'Público']



[Imagem: 'Web']



(…) El recinto en el que vivía Bin Laden, situado al final de un estrecho camino de tierra, tenía tres plantas y contaba con muros de entre 4 y 6 metros, unas ocho veces el tamaño de otras casas de la zona (…)

[Publicado no 'El País']